segunda-feira, março 8

A nós, mulheres...

Entre os pequenos agrados e mimos recebidos neste dia, uma dúvida pode passar sutilmente por nossa mente. Das flores aos parabéns, o porquê do oitavo dia de março ser internacionalmente grafado nos calendários como o da mulher surge como uma possível dúvida. Sim, esta interrogação nos convida para um pausa. E eu proponho uma reflexão.


O dia ficou marcado pela covardia e violência em que trabalhadoras foram queimadas vivas dentro da fábrica onde trabalhavam, no século XIX, em N. York. Tecelãs foram brutalmente assassinadas depois de reivindicar por direitos: uma menor jornada de trabalho, salários equiparados aos dos homens e respeito e dignidade dentro no ambiente de trabalho. E esse foi o resultado.
 
Estas mudanças tão desejadas pelas mulheres de 1857 já foram (pré)estabelecidas na sociedade (refiro-me a brasileira).  Mulheres na política e em grandes cargos empresariais, mulheres chefes de famílias. Orgulho-me muito disto. 

Orgulho também por determinadas funções que a mulher desenvolve. Melhor dizendo, multifunções. Há quem defenda que o sexo feminino ENFIM conseguiu se estabelecer na sociedade, mostrar sua força, tomar seu espaço. Ok, parabéns para todas nós.

Mas uma ideia que vez ou outra ronda nos pensamentos é saber se não está havendo uma inversão de valores. Nada de discurso machista, longe de mim, mas a impressão que tenho é que a pauta de uma nova reivindicação de algumas mulheres está relacionada ao seu preço. Voltamos ao assunto sobre valor: as mulheres conseguiram, e é fato, mais respeito na sociedade, mas observa-se a preocupação em se tornar um pedaço de carne à mostra aos consumidores. Existe uma parcela que vai trabalhar, lutar e se esforçar para somente ser vista como um objeto meramente descartável, sem direito a coisinhas deliciosas que se podem extrair de uma relação sadia. 
Dez, vinte, trinta minutos de SOMENTE sexo são suficientes para se sentir completa? 

Liberdade não é sinônimo de libertinagem.
Resguardar-se não é igual a reprimir-se.

O que você tem, o que você é, o que você sente é valioso demais para ser desperdiçado, vendido e submetido a instantes vazios de falta de confiança e respeito.

O seu valor é medido por... você mesmo.
Você coloca os limites. Vão te enxergar do modo que você se mostre.
Uma mulher de verdade sabe impor as suas barreiras.