Meio assim sei lá.
Deve ser um domingo, certeza.
Um dia chato, sem graça, sem energia boa.
Parece uma eterna ressaca.
A trilha sonora vai lá para a década de 80.
Talvez o domingo seja esse dia. De sentir... sentir nostalgia.
Dia de se enrolar no sofá, comer brigadeiro e assitir toda a temporada de um seriado médico.
Dia de escrever também.
Dia inspirador.
Inspira por seu tom triste, por ser começo de um ciclo, ser o pontapé inicial.
Eu gosto de escrever aos domingos. Passar a limpo todas as emoções da semana.
Colocar no papel as trocentas palavras que me provocam insônia por estarem tão agitadas aqui comigo.
Elas são as culpadas por eu ficar de mal do travesseiro.
O nosso desentendimento se dá na madrugada do domingo. Na passagem da noite.
Lá vem reflexões, críticas, pensamentos... sentimentos!
Milhares, de todos os tipos.
Tenho que escrever algo, pois me sufoca de forma agoniante mesmo.
Domingo reflete um borrão, um rascunho que tenho de editar nas suas 24 horas.
Transmite muitas vezes solidão. Ruim e boa.
Ainda bem. Também gosto de ficar sozinha. ;)