Sentido amplo, ideia clara e peito aberto.
Sim, é preciso estar de peito aberto.
Tolerância.
Para as mínimas coisas, as mais insensatas que tiram qualquer ser humano do seu equilíbrio.
Porque não esperar? Dar uma chance? Compreender?
São todas ações nascidas da tolerância.
Ser paciente. Ter mais calma.
Não é um pedido impossível. É uma opção mais estudada. Porque analisa-se o outro que insere tal ação.
Colocar-se no lugar desse tal outro.
Tentar sentir o que sente, ver com os olhos dele, exergar seu contexto.
Não existe uma receita a ser seguida.
Não há um segredo escondido para conseguir tal proeza.
Se disser que é difícil e que não irá conseguir, vou dizer-lhe que faltou vontade.
Se afirmar que estou delirando, pois não há como funcionar desta maneira, direi-lhe que procure o caminho mais curto. E não me procure mais.
Ou então desejarei, do fundo dos meus pensamentos, que aconteça algo que o faça mudar.
Não quero o seu mal, nem digo que será o bem, propriamente dito, que acontecerá.
Falarei que quando passar por essa situação, entenderá melhor que qualquer palavra aqui escrita.
Como eu entendi quando me foi passado.
Como tive de pedir muitas vezes para não estar mais aqui. Evaporar ou quem sabe morrer.
Então verá que o processo de acolhimento da tolerância é dolorido.
É, devo admitir que foi difícil. Mas não poderia ter lhe dito na décima oitava frase.
Você teria desistido.
Ver pelos olhos do próximo é realmente difícil.
Mas acredito que seja por falta de costume. Prefiro assim acreditar.
Não somos moldados a dar espaço para a tolerância.
Mas seremos recompensados pela atenção a ela dada.
