quinta-feira, julho 22

Raiz



Fica a ideia tão restrita quando tento colocar em palavras o que por muitas vezes acontece comigo.
As lembranças são fortes. Bem aquele exemplo de sangue, de família, de origem.
O vento toca-me diferente, a visão romanticamente enxerga o passado e o presente simultaneamente no mesmo lugar. Que delícia é essa sensação.
O Sol emite raios mais brilhantes, certeza. Vejo-me com 7 anos, depois com 13, 16, 18 visitando esse mesmo lugar. Pulando, correndo com os primos, deitando com a avó e logo andando com a amiga ao lado.
Várias meninas e uma só pessoa. 
Desculpe-me, não era a mesma pessoa. Era e não era. Era o mesmo ser, a mesma essência, mas não a mesma forma de pensar e agir. 
Mas de sentir continuava como antes.
Não posso deixar de vir aqui. Fica um vazio detestável e incessantemente chato.
Não terei feito absolutamente nada se não por os pés lá.
Começo a entender a ligação afetiva fora do contexto social.
Pode-se amar, admirar e sentir falta de um espaço, não só de pessoas.
Já sabia disso, claro, mas acreditava em intensidades completamente diferentes.
E agora percebo que ambas podem ser pesadas e obter o mesmo resultado.
Um outro pedaço meu ficou ali.
E não quero que volte pra mim. Quero que faça parte de mim e fique longe, me esperando, para que eu tenha sempre a chance, a desculpa e a esperança de voltar lá.

Aí então ficarei completa. ;D